12/11/2009

Regresso à Ursa

A Ursa, é uma praia practicamente selvagem. Fica entre o Cabo da Roca e a praia da Adraga. O seu difícil acesso pelas arribas, preserva-a das multidões e da destruição humana. Lá tudo é selvagem. É linda.

(Praia da Ursa)
Costumávamos no Verão, ir para lá. Levávamos um lanche, e ficávamos o dia inteiro. O Spot, o Dálmata da minha mãe, ia connosco. Era um dia excelente. Ao fim do dia, trepávamos pela arriba acima, e fazíamos o caminho até Almoçageme já meio-mortos.
Agora em Outubro voltei lá com o Paulo. Não fomos lá abaixo. Mas os dois, na arriba, com o vento a soprar na cara, o barulho do mar revolto, e, a mesma paisagem, intocável, brava, agreste. Era como não tivessemos saído dali durante todos estes anos.
 
(eu e o meu pipoco na Ursa)



(cogumelo na Ursa - comparar com o tamanho do relógio)

21/10/2009

Enfim Outono!


Já tardava. Andava tudo meio esquisito. Que calor! Que mar! Desde ontem está diferente. O mar à noite faz o seu barulho de costume. As ondas estão grandes. A praia está cheia de espuma!







O pipoco com a «cobertura» de Inverno.

Um beijinho para a Gala

Um dos aspectos negativos das férias em casa é a Gala. Normalmente, durante a semana, saio antes dela chegar e volto já depois dela se ir embora. Nas férias, de manhã, quando oiço bom dia, bom dia, olá meninos, bom dia...... levanto-me meio nú, a correr para a casa de banho e fecho-me lá dentro.
Por vezes sou apanhado no trajecto: Olá Gala! Está tudo bem consigo? Deixe-me ir vestir....
Ela já está cá em casa à cerca de uma década. Tem tanto de eficiente como de destruidora. Não percebo metade da coisas que diz, e tenho sempre de recorrer à «menina» Gi para eficiente tradução. Gosto quando faz o almoço, comidas meio-esquisitas. Gosto da maneira militar como faz a cama (ela era sargento na base naval de Murmansk), gosto (parto o coco a rir quando descubro) da maneira como remenda as coisas que parte - chwing gum (lembro uma vez, à bem pouco tempo, compramos um jarro para a água, e a Gi, gosta sempre de peças bonitas com design, ou seja, foi um pouco caro, e pusemos em cima da bancada para pôr na máquina para lavar - foi a última vez que o vimos!)
A Gala e os Nicos.
Bem. Ela gosta deles e eles gostam dela. Ela impõe o respeito militar.

(Todos cá fora à espera que ela termine para poderem entrar. Estão tristíssimos)

O Remo tem autorização para estar lá dentro, porque está velhinho. Ela gosta deles. Quando o Jaba morreu e foi cremado, ela viu a caixinha com as cinzas dele e pôs-se a chorar... o meu jabinha tão grande e agora deste tamanho....

20/10/2009

Obrigado JABA


Os animais, principalmente os cães, são seres cuja devoção, lealdade e amor aos donos, ultrapassa tudo aquilo que temos como «exemplar» na raça humana. São sinceros. Não fingem. Não mentem. Estão sempre prontos a dar. Quantas vezes acordo, ou doente ou mal disposto e há sempre SEMPRE, uma fuça contente pronta a lambuzar o seu dono? Não me posso chatear com eles. São os melhores amigos. Confidentes? Sim também. Ouvem, ouvem e no fim lá damos uma guloseima.
O Jaba, de nome completo Jaba Augusto de São Sebastião e Bragança (Jaba porque tenho um fraquinho pela Star Wars e como ele era tão grande parecia um Jabu (demo) ou Jabba the Hut; Augusto porque era grande, magnânime; São Sebastião, foi o local onde nasceu; Bragança, foi o sr Bragaça que nos deu) era um Rafeiro do Alentejo, filho de campeões nacionais, tinha pedigree. Era imenso. Pesava 75 kg. O veterinário/a dizia que não conhecia nenhum tão meiguinho e grande como ele. Quando veio para casa, pequeno - que já era grande - parecia um boneco. Era colocado no banco de trás do carro, e quando paravamos lá estava ele na mesma posição. Tinha muitas paranóias: não subia ao primeiro andar, tinha medo da trovoada e foguetes, tinha medo da espumado mar, o reflexo dos azulejos bloqueava-o e tínhamos de pôr tapetes na cozinha para ele saír de lá....
Chamavam-no de vitelo na aldeia. Quando era a altura do cio, era uma tragédia. Plantava-se à frente da casa das pessoas e não deixava ninguém entrar, tinham de chamar a GNR e lá íamos nós buscar o Jaba.
Tenho muitas saudades dele. Enchia a casa. Tenho a certeza que proporcionei a este meu AMIGO uma vida agradável. Até ao fim, na sua agonia. Até sempre JABA.

 (ele gostava muito de correr nos areais, e, no topo da falésia, ver o mar)

(no seu pipoco que adorava - também - até ao fim, fiz questão que ele andasse nele)

19/10/2009

SWIMMING POOL - Open soon

Será que é para mais 9 anos? Esperemos que sim. As obras de manutenção da piscina, finalmente acabaram. Paredes limpas, chão rectificado e reparado, liner novo, saídas de água e tomada de aspiração novas, água nova (Ricky, 4 VTT-não-sei-que de 9500 litros !!!). Foi desde as 8 da manhã.

Na fase de enchimento....














Já cheia (a casinha lá atrás até se ri de contente.....)

Tarados pelo jipe

Não posso saír no meu pipoco! Mal dou à chave do Land Rover, é o que se vê! Desatam a correr, a esgravatar a porta. Querem ir.
E vão.
Que remédio!

O meu avô Pinto



Quando penso no meu avô Pinto vêem-me à cabeça três ideias: Viseu, piloto, e chato.

A minha família Ferreira Pinto é de Viseu. São todos louros. O meu pai e tio tinham o cabelo quase branco em pequenos. Os meus primos são louros. Ele dizia - para desgosto dela - que a minha mãe tinha estragado a raça!
Só bebia vinho Grão Vasco, (do Dão Claro) e água do Vimeiro.
O Paulo, o primogénito, era o favorito. Eu, era o cantiflas.
Tinhamos de ter o cabelo cortado como ele. Os calções tinham de ser acima do joelho, como ele.....

Era piloto. Tinha histórias engraçadíssimas, como aquela em que foram a França buscar os Dragon Rapid, e caíram antes dos Pirinéus voltando de comboio para Lisboa.


Ele era uma pessoa do mundo. Vivia tão depressa em África, como na casa de Santa Cruz, em Lisboa ou na Malveira. Era uma confusão.
Nunca passei um Natal com ele, nem nunca foi aos meus anos. Ia e vinha com uma velocidade que não deixava saudades.


Muito cedo ficou viúvo. A minha avó faleceu com vinte en poucos anos, complicações pós-parto. Ficou em Bissau.
O meu avô «despachou» os filhos para a irmã -a minha tia Zaida - , e teve, como se fugisse à própria vida, uma vida de aventura e desprendimento.
Era uma pessoa culta. Escrevia, desde os tempos na Base de Sintra, em diversos jornais. Tinha colunas regulares no «Jornal de Sintra», «Badaladas da minha Terra», «Moca de Rio Maior» e colaborações no Diabo.
Era amigo dos seus amigos, e conservava fortemente as amizades.
Recordo que recebia todos os natais um postal de Otto von Habsburg, o pretendente ao trono do império austro-hungaro, e que se cruzou com o meu avô na Guiné, estando na altura a escrever o seu trabalho «Afrika Ist Nicht Verloren: Schwarz und Weib--Partner, Nicht Feinde», na qual escreve uns capítulos sobre a àfrica portuguesa. E, refere um episódio, na Guiné, debaixo de uma forte trovoada, o meu avô aterrou o Dornier numa praia, mesmo à beira-mar, saíram do avião, abrigaram-se, e no dia seguinte lá foram outra vez .

Era chato.
Era um político. No tempo do Gen. Humberto Delgado, que acompanhou, a DGS impediu os filhos de frequentarem o Colégio Militar. Após o 25 de Abril, virou extrema direita tendo mesmo sido candidato a deputado pelo PDC (partido da democracia cristã).
E eu e o meu irmão lá viviamos no turbilhão de ideias entre a esquerda (do meu avô Diniz) e a direita (do meu avõ Pinto). Tinhamos de ler o: Avante, o Diário, a Moca e o Diabo! Era uma trabalheira!

17/10/2009

Keep on surfing...


Este Outono tem sido de loucos. Dia 17 já a meio do mês! E nós, melhor que no Verão. Há menos gente, a água está boa, a praia é finalmente nossa. Aqui na foto, sábado de manhã, lá fomos no Land Rover para a Praia Pequena, a nossa favorita. O Miguel e o Henrique foram surfar, ficando eu o Diogo e o Zé Miguel encarregues dos banhos. E foi uma banhoca de 2 horas!!!!!! No final lá fui eu ao surf, mas a maré estava a subir e já não pude fazer mais (sempre desculpas né?)

(na foto o Henrique, o Diogo, o Zézito, eu e a «minha» prancha)

28 anos depois

Na passada sexta-feira, dia 16/10, foi o início das comemorações no Colégio Militar a que se deu o nome de Início do Ano Lectivo.
Tinha de lá ir. Tinha de ir ver o 272, o meu Henrique.
Estava cheio de medo de lá voltar. Já não entrava por aqueles portões à 28 anos.
Medo de tantas recordações. Aquela casa que me acolheu durante 7 anos da minha vida. Talvez os piores e os melhores anos. Nela passei de miúdo a homem. Perdi o meu pai. Tinha os meus amigos. Estava afastado da minha mãe.
Soube à última da hora que a minha mãe também ia (ver o seu neto claro), e encontrei-me lá com ela. Agarrei-lhe o braço e entrei pelos portões. Nessa altura, houve qualquer coisa de extraordinário em mim. Uma sensação de paz interior e uma angústia enorme. Subi rapidamente as escadas dos claustros em direcção às varandas superiores. Fui direito ao «geral» das salas de aulas e ali fiquei um pouco a olhar em redor. Nada tinha mudado!
Saí rapidamente e entrei na capela.
Ali, que em tantas alturas, tinha procurado o conforto, a sabedoria e o alento Daquele que me ajudava a ultrapassar a solidão e o medo.
Já na varanda, começam a entrar as companhias. A 1ª, a 2ª a 3ª e finalmente a 4.ª. Assiste-se a Ordem Unida. O bater das mãos nas armas. O som das armas a baterem no chão.
Era um ciclone de recordações. Entra o estandarte. Entra a bandeira Nacional. O comandante grita: «Batalhão em continência à bandeira apresentaaaarrr Aaaarmmmaaa».
O batalhão, em unísono, bate numa cadência de séculos, na coronha e cano da arma. Toca o hino nacional pela banda do exército. Canta-se, nos claustros, numa ambiência que lhe é única as estrofes que nos unem na mesma Nação.
Gritou-se vários Zacatras. Foi entregue como é habitual, a espada pertencente ao rei D. Carlos, que confiou ao comandante do batalhão como testemunho da lealdade à Pátria.
Tinha os olhos humedecidos. A minha mãe chorou.
No final, à saída pelos portões, agarrou-me o braço e disse «vocês tiveram uma infância muito difícil»....

(a minha mãe, a Margarida, o Paulo, o Miguel e em baixo o Diogo)

13/10/2009

Caminhos da Cultura – O Outro Lado do Património

Saiu no «Jornal de Sintra», texto de Vanessa Sena Sousa.

Em articulação com o programa “Sintra: Capital do Romantismo”, foi criado o roteiro “Caminhos da Cultura – O Outro Lado do Património”, apresentado pela autarquia no dia 25 de Setembro na Sala Manuelina do Palácio Nacional. Destinado a apresentar os recantos mais esquecidos do concelho, esta obra é destinada tanto aos sintrenses como aos turistas.


Este não se trata de um roteiro usual, mas de um projecto em continuidade. “Esta é uma obra inacabada”, explicou o vereador da Cultura e do Turismo da Câmara Municipal de Sintra, Luís Patrício, que tem como um dos objectivos “divulgar a parte do património que, por vezes, é menos referenciada”.

A coordenadora do projecto e técnica superior do Núcleo do Património Histórico e Antropológico da autarquia, Maria Teresa Caetano, revelou que “a ideia surgiu porque se constatou que o turismo em Sintra é massificado”. De facto, os turistas acabam por visitar os mesmos lugares, os mesmos monumentos e conhecem pouco ou desconhecem completamente a história, as estórias e as lendas desses lugares.

A obra, apresentada num dossiê com quatro capítulos (ou “quatro caminhos”), refere um pouco de tudo isso e apresenta as coordenadas, inclusive em GPS, num formato que “pode ser usado individualmente por cada pessoa de uma forma prática e eficaz”, explicou Luís Patrício. Esta obra será, assim, uma forma de redistribuir os fluxos turísticos de Sintra por novos itinerários, abrangendo a oferta de espaços ao aproveitar aqueles que foram ficando no anonimato enquanto o centro da Vila foi recebendo a maioria dos visitantes do estrangeiro.
Porque Sintra é muito diversificada em espaços com uma “flora e fauna únicas”, repleta de “recantos que não são visitados”, como indicou Maria Teresa Caetano, e porque existe uma grande quantidade de museus no concelho, “muito dispersos e pequenos, mas com riquezas que a maior parte das pessoas desconhecem”, era já necessário um compêndio de todos os lugares que vão passando despercebidos mas que, outrora, foram aclamados por muitos artistas, especialmente escritores. Esteve também presente na cerimónia o professor universitário José Manuel Anes, que já publicou diversas obras sobre Sintra, especialmente sobre a Quinta e o Palácio da Regaleira, e que foi convidado a comentar a obra apresentada. Sublinhando algumas das referências literárias a Sintra, o estudioso focou alguns pontos da história, sublinhando a importância do imaginário como uma parte fundamental das origens de Sintra.

Dois anos depois te ter sido concebida a ideia, naquela mesma sala do Palácio Nacional, foi assim apresentada publicamente, a obra que “é um trabalho a acabar todos os anos”, como ressaltou o presidente da autarquia, Fernando Seara, já que é uma “recolha de estórias com história” que tanto é um “ponto de partida” como “um ponto de chegada”.

08/10/2009

A vida bucólica no campo - Parte I

A vida no campo, é saudável.
Os passarinhos..., o ar puro..., a verdura.... é uma maravilha!
Ainda na passada terça-feira, chegava a casa, chovia a cântaros, quando vi a enxurrada de água que galgando a caleira do portão que estava cheia de terra e lixo, escorria pelo meu caminho abaixo, já abrindo um roço de todo  tamanho!
E eu, lá entrei, fui calçar as galochas, vesti o meu impermável amarelo tipo «obras», fui buscar a pá e a enchada, e, cumprindo as maravilhas do campo, fui exercer os bracinhos!
Claro está, que ao fim de um dia de trabalho na urbe, nada melhor do que cavar e acartar terra


(a entrada vendo-se a vala cavada pela chuva)

Tirei as grelha metálicas, desentupi o ralo do muro e comecei a tirar a terra. Quando terminei estava completamente encharcado, meias, cuecas tudo...............
A vala ficou no caminho, a fase seguinte é tapá-la.

Bar Mitzvah

Não não fez 13 anos. Não nem nada a ver com a religião judaica. Tem mais a ver com o conceito do que com o conteúdo: RITUAL DE PASSAGEM!
Significa que passa do estado «mais-ou-menos-caseiro» para GALDÉRIO !!!
E como vemos isso agora? Simples. Pela chapa que tem ao pescoço. Sim tem chip, mas o que interessa? Nesta chapa tem os telefones todos, nada mais nada menos que dois telemóveis e um fixo (ainda na segunda, estavamos em Cascais, quando liga um velho para o telemovel da Gi a perguntar se o cão - Remo - se tinha perdido ou se o tinhamos abandonado - Helllllllllloooooooo se o abandonasse tinha os contactos??? hellloooooooo - ASSHOLE. À conta destas chapinhas estamos não-sei-aonde e ligam: olhe está aqui um cão.... blá bla´blá .... e já sabemos, temos de ir buscar o Remo ou pedir a algum familiar para o fazer.
Por isto, o meu Barro (Barro Euclides de São Romão), tornou-se oficialmente um GALDÉRIO.

04/10/2009

Um dos dedos...

Como já tinha referido num post anterior, eles são como os dedos das mãos: são todos diferentes. O de hoje, o Rodrigo, é um bom correço!

(no almoço de N. Sra. da Graça)
Mal me vê é: tio vamos brincar às escondidas? vamos jogar à bola? vamos.....
É uma canseira. Uma BOA canseira!
Quando não me vê pergunta por mim: o tio pedu? o tio Pu?
E eu, quando o vejo, não resisto, Vamos lá brincadeira!!!!

Open Praia-das-Maçãs (ou Torneio ATP - Advanced Task Pork)

La vida Loca

09:00 - 10:00 -  Jogo. Vários set's, alguns a pares.
Intervalo para Bica
Início do «Grelhamento do Porco». Nota de pesar: mesmo dizendo que gostava de carne mal passada, e não tendo nenhum de nós tomado o pequeno almoço, foi-nos recusada uma fatiazita crua...)

10:00 - 11.. e tal - Cá está! mais forte que nós! Banhoca........ Báltico.



12: e tal - Piscina! água outra vez...........


14:00...... - Almoço: Porco até fartar.......
15:00 -  em diante: Jogo até às 19:00. Foram dois sets a pares. Claro está que depois de um dia destes perdemos os dois!!!!!!!!!! (mais grave é que os pares eram femininos. Odeio as Patrícias e as não sei q........ de servem que nem umas toninhas..........) Pirolito se não treinas o serviço estamos lixados.........


Tesourinhos deprimentes - 2

Claro está que mais uma vez, o protagonista desta história é, como não podia deixar de ser, o menino REMO.

Ele, endiabrado como é, não pára quieto. É correria, saltar de um lado para o outro do muro, auto-mau, e um não acabar de atitudes classificadas como de «bicho carpinteiro».

Numa destas habilidades, concretamente o «saltar o muro de um lado para o outro», bateu com a mão esquerda no fio do muro, partindo o Rádio e o Cúbito do antebraço esquerdo.
Levou não-sei-quantas talas de material XPTO, os veterinários punham tudo do mais avançado e, ao fim de uma semana (nem sei se tanto), lá estava ele a ser operado para lhe colocarem outras porque ele partia tudo.
Até que, já fartos desta «vida», os Vet's operaram-no e colocaram uns ferros a segurar os ossos porque aquilo nunca mais solidificava.

Para nos certificar que ele ficava quieto, tivemos de contratar um «pet sitter», um amigo que estava desempregado e pagando ao dia + tabaco + comida, lá ficou em casa a tomar conta do menino REMO. Claro está que aquela perninha ficou na altura por uns milhareszinhos de euros.

30/09/2009

Nu, óleo sobre tela


Na parede adjacente à entrada do escritório do primeiro andar, existem dois quadros, que são uns estudos de nús, em óleo sobre tela (sim, este texto é para vocês verem que o vosso tio não é nenhum tarado....)

Estes quadros têm duas histórias, bonitas e curiosas.

História Curiosa

Dr. Otto Deutschberger, 75, Dies; Ex-Radiologist in New York City
May 10, 1979, Thursday
Dr. Otto Deutschberger, former, director of radiology at the New York Eye and Ear Infirmary in New York City, died of cancer May 2 at Hollywood Hospital in Florida after a brief illness. He was 75 years old and had lived in Portugal since his retirement.
The New York Times

Esta notícia que saíu no New York Times, em 1979, dava conta do falecimento do Físico e Radiologista Otto Deutschberger.
O meu professor de física, o Dr. Lepierre Tinoco, deu na aula, com tom grave, a notícia do falecimento do Dr. Deutschberger, que fora um dos assistentes de Albert Einstein e que com ele produziu vários trabalhos relacionados com a física das partículas.
E eu após ouvir a notícia disse: «Eu conhecia-o. Ia várias vezes a sua casa». Espanto geral.




História Bonita


Os quadros já referidos, foram pintados por Rita Deutschberger. A esposa do Dr. Deutschberger. Eles viviam na altura no Banzão, à saída do Mucifal. A Rita dava aulas de pintura à Gi. A vivenda onde viviam, tinha piscina, e quando a Gi ia para as aulas de pintura, convidava-me para ir com ela para tomarmos banho. Claro que eu queria ir!


Mais tarde, a Gi, confessou-me, que queria que eu fosse com ela para estar ao pé de mim, mas eu, queria lá saber de «gajas», queria era tomar banho na piscina. Acho que sempre fui um pouco tapado em relação a estes assuntos (colégio de freiras + colégio interno + mecanotecnia - gajas = tímido)


E assim, enquanto a Gi mais a Rita se entretinham à volta dos óleos, pincéis e telas, eu lá passava a tarde a mergulhar na piscina do Dr. Deutschberger.

28/09/2009

My Little Poney ou porque é que uso relógio no braço direito


O meu sobrinho Henrique (perdão, 272), sempre que vai ao escritório e vê lá as minhas esporas, pega nelas e eu digo-lhe: quando começares as aulas de equitação dou-te essas esporas que também já foram do teu pai!
Ele adora cavalos. Desde pequeno tem um cavalo, castanho imaginário de que tinha de tomar conta, e nós, principalmente a Gi, derretíamo-nos com o facto. Cresceu, e aprendeu a montar. No Paddock já tinha chegado à fase dos saltos. Ele gosta.
Agora é diferente.
Num picadeiro, com vinte marmelos, dos quais 18 odeiam cavalos, Tudo é diferente. A correria para a escolha do cavalo, o montar com alguns cavalos já em movimento e, o mais terrível de tudo: passar no meio do picadeiro. Sim porque quando o cavalo vai a «olhar» para a parede, nós ainda o controlamos, mais ou menos, mas agora no meio..... é o pânico! É coice por todo o lado... É carga e galope desenfreado.... É quedas...
Nessa aula calhou-me o Alfange. Um lindo alazão, novo ainda a «desbastar». E quem lá em cima? Je.
O Alfange era um «teenager», a querer mostrar a sua força e teimosia, e eu, um teenager, morto de medo para que ele fosse «meiguinho». O Alfange não gostava de fazer os cantos ao picadeiro, e eu, lá lhe puxava a rédea direita e dáva-lhe com a bota esquerda para ele olhar para a parede como se dissesse: vá lá, faz os cantos, pleaaaaaaaasssssseeeeee...
Mas ele nada. Jovem, forte, e teimoso. O Major Ataíde, já farto da situação, coloca-se entre mim e a parede com os braços abertos para o obrigar a encostar à parede. Quando o Alfange o vê, faz uma finta, e foge pelo picadeiro a fora. E eu? Eu lá me agarrei com os dois braços à volta do pescoço dele e lá fui agarradinho até ele decidir travar em frente à parede, e atirou-me contra esta partindo o braço esquerdo.
O Major ainda me começou a bater com o pengalim para que eu voltasse a montar (método pedagógico para perder o medo), mas eu, tinha o braço partido e tive de dar baixa ao hospital.
O Alfange lá continuou. Soube que fez várias baixas na Academia.
Eu? continuei com medo dos cavalos e com o relógio no braço direito.
Por isso, Henrique, leva as esporas e evita os «Alfanges».

Broken Arrow

Quando na passada sexta-feira fui buscar a minha mãe, ela reparou logo que algo não estava bem em mim. Contei-lhe que andava um pouco deprimido, razões que a razão desconhece. E, mãe é mãe. Conhece-me de ginjeira. Se atirasse uma pedra na escuridão, era em mim que acertava.
E logo, mal a deixei em casa, lançou o código: BROKEN ARROW !!!!
(Eu não sou parvo, pela quantidade de chamadas, percebi que foste tu!! hum hum...)
E de imediato ligaram: O Paulo, o Miguel, o meu Cisco, o pimo Uique, o Diogo e até o Zezinho (maricas!) chorou só para mim. A Guida, que fez companhia e a Sandra.
Claro está a Gi e a minha mãe que não me deixaram um momento (bem feita mãe pelo molho-um que levaste na relva)!!!!

OBRIGADO, acho que estou melhor.

(Nota: Broken Arrow é um código militar usado pelo exército americano que significa um ataque aéreo com todos os meios disponíveis para auxiliar uma unidade que está em derrota eminente)

24/09/2009

Tesourinhos deprimentes - 1

O Remo, sempre foi impossível de ficar preso. Tentámos de tudo: canil, arnês, corrente, NADA.
Nada o prendia.
Mesmo dentro de casa, com a sua mestria, abre as portas (certo dia de Natal, deixámos os dois o Jaba e o Remo dentro de casa, e, quando regressámos da Santa Ceia, lá estavam os dois, CÁ FORA, na relva, a puxar cada um para seu lado a parka nova que a Gi me oferecera. 
Certa vez, e já não me lembro por que razão, deixámos o menino Remo preso com uma corrente. O resultado é visível na foto abaixo: rasgou a lona do meu-mais-que-tudo Pipoco.
Foi até onde dava! ráááá....




23/09/2009

Birra (mesmo, não é a cadela) da História

O AM73, ou Aeródromo de Manobras 73, era em Mutarara.
Um vila que tinha uma função especial, pois era a povoação que abastecia as obras da barragem de Cabora Bassa (ou como se diz agora Cahora Bassa), a maior barragem de betão de África.
O meu pai, tinha a chefia deste aeródromo, e, ainda hoje guardo a última bandeira nacional hasteada nesta vila, dada ao meu pai pelo chefe da polícia local, aquando da última e derradeira partida.
Ia frequentemente com ele lá.
Na cabine do Puma, no meio do meu pai e do co-piloto, a ver o trajecto até lá.
Íamos sempre em voo rasante às copa dos embondeiros, e recordo as impalas a saltarem à nossa frente (não levava cadeirinha nem cinto, como hoje deveria ser norme da CE).
De regresso ao AB7, em Tete, Levávamos geralmente feridos e militares cuja comissão tinha acabado. Ia para o pé do meu pai e corria a cortina da cabina do helicóptero para não ter que ver a agonia lá atrás.... pois é, foi assim.

(Na barragem ainda em construção. Na foto e da esquerda para a direita: o meu pai, o Damásio, a Anabela, eu com birra, a minha mãe, a Luísa, a Zé o João Carlos e o Rolando)

Seminário "Quintas e Jardins Históricos - Investigar, Recuperar, Gerir"

A Gi foi convidada para no passado dia 22-09 «botar» palestra na Quinta Municipal da Piedade, Póvoa de Santa Iria. O tema é sobre o excelente livro que escreveu sobre a Quinta da Riba Fria (ver programa abaixo, às 11:30!).
Lá esteve a preparar tudo à pressão, como lhe é característico, rematando: «mas eu sei aquilo de cor!»

Investigar para Recuperar


9.30 Recepção
10.00 Abertura
Maria da Luz Rosinha
Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Luís Marques (Antropólogo)
Director Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo
10.15
Pensar o Sítio no Tempo
Raquel Henriques da Silva (Historiadora)
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)


Pausa para café
11.00
Recuperar sete séculos de história na Quinta das Lágrimas (Coimbra)
Cristina Castel-Branco
(Arquitecta paisagista – Instituto Superior de Agronomia / ACB Arquitectura Paisagista)
11.30
Os espaços e os tempos na Quinta de Ribafria (Sintra)
Maria Teresa Caetano (Historiadora – Câmara Municipal de Sintra)
12.00
A Construção dos Jardins do Palácio de Queluz: uma perspectiva arqueológica
Maria José Sequeira e Ana Vale (Arqueológas)
12.30
Projectar Paisagem no Tempo
Teresa Andresen (Arquitecta Paisagista)
Directora do Parque de Serralves / Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

21/09/2009

Histórias à volta das imagens


Na fonte que lá tenho por casa, o meu irmão Paulo, achou por bem dar-me no meu aniversário, como prenda, quatro peixes de lago: o Nemo, o Kursk,  o Nautilus e um, que de tão efémera vida, nem chegou a ter nome. Isto porque o Remo apanhou-o, e foi encontrado, sem vida, no chão em "doca seca". De todos eles, o único sobrevivente foi o Kursk (ironia das ironias), que lá continua, esfregadíssimo pelo Henrique, o zelador da fonte do Cabeço de Barro.

(Na foto, o Remo a tentar apanhar mais uns.... e a fonte, que agora está pintadíssima - Ah grande Henrique!)




E o Báltico aqui tão perto....

Pois é. Depois de uma partida, que nem Del Potro ou Federer, punham a unha, nunca, mas digo NUNCA, escapamos à tentação. Devemos ter um pouco de tritão. Por alguma razão, quando saio de casa, venho sempre na ânsia de ver o mar. Tenho o prazer de poder adormecer ao ouvir o murmúrio do mar. Acordo abro a janela e vejo o mar. Ele tem me acompanhado. Mas este não é o Báltico (porra que está frio brrb brr) mas é o Atlântico na sua verdade. Ele como é. Forte, frio e limpo.

(eu, o Paulo e o Pirolito)




18/09/2009

MacDili

Quis o destino que assistisse pela segunda vez ao desmoronar do Império.
Desta feita, foi a última pedra. Timor. Após 500 anos de história, partíamos do mesmo modo que lá chegámos da primeiríssima vez: de barco, pequeno e frágil.
O MacDili era um velho cargueiro habituado a fazer a ligação Macau-Timor, foi nele que fiz a travessia de cerca de 500 km do Mar de Timor que separam esta ilha da Austrália. Foi uma viagem de 2 dias. A minha mãe gravidíssima do Miguel, foi colocada nas instalações da tripulação composta por chineses, filipinos e malaios. O meu irmão Paulo, fez todo o possível para a acompanhar e olhar por mim.
Eu, lá andava nos porões, por cima dos sacos de arroz onde dormia e brincava. Chegámos à Austrália.




O meu irmão Paulo, o meu Pai e eu pouco antes de embarcarmos no MacDili, que se vê ao fundo. O meu Pai ainda estava de fato-de-vôo, numa das últimas fotografias antes de ficar preso em Aileu com a sua tripulação

O que se passou antes de entrarmos no MacDili, o cap. Abilio Alves Ferreira no seu livro "O ùltimo vôo sobre Timor", o descreve com precisão. Eu era um dos 270...



«No dia seguinte, cerca das dez horas, fomos para o porto. O pequeno navio ainda se encontrava ao largo. A confusão era evidente. Ninguém se entendia. Por que não acostava o MacDili?
- Parece que está com uma avaria nas máquinas. – informou alguém.
Camiões do exército trouxeram rações de combate e colchões, pois o navio só tinha alojamentos e alimentação para a tripulação. Iria levar cerca de 270 passageiros incluindo o grupo de reciclagem. Na sua maioria eram mulheres e crianças.
O tempo foi passando e o navio mantinha-se imóvel. Cerca das três horas da manhã avisaram-me de que só no dia seguinte o MacDili acostaria. Muitas pessoas e, sobretudo as crianças mais pequenas já dormiam junto aos armazéns do cais, deitados sobre os colchões. Logo que a notícia se espalhou, algumas pessoas abandonaram o porto e foram para suas casas. Outros porém, possivelmente os que moravam longe, optaram por passar ali o resto da noite.
Logo pela manhã regressamos ao porto. O navio ainda não se tinha movido. Um oficial do exército fez a chamada (inútil) dos passageiros.
(...)
Quando todos os passageiros já tinham entrado no MacDili e este estava prestes a partir, ouviu-se, disparada ali no porto, uma rajada de metralhadora. As pessoas que estavam no cais correram em todas as direcções, tentando proteger-se. Os que, como eu, tinham família a bordo, ficaram junto ao barco gritando aos tripulantes para largarem. Receávamos que se tratasse de uma tentativa para impedir a evacuação, pois já se tinha ouvido falar nisso. Mais tarde informaram-me que a rajada tinha sido feita para dispersar a multidão de timorenses que se tinha aglomerado à volta do porto. Tinha sido efectuada por um elemento da UDT, não sem antes ter dado conhecimento aos pára-quedistas.
Finalmente o MacDili principiou a mover-se com uma lentidão exasperante. A maioria dos passageiros já tinha entrado nos porões, para onde fugiram quando ouviram a rajada. O vento soprava forte e a primeira tentativa do navio para sair do porto fracassou. O canal é estreito porque existem bancos de coral a cerca de duzentos metros do cais. Todos os que estávamos em terra começávamos a ficar impacientes. Um marinheiro, ao meu lado, comentou:
- Com este vento, o navio não consegue fazer a manobra.
Embora eu pensasse que a evacuação era prematura e poderia contribuir para uma deterioração mais rápida da situação, uma vez decidida, quanta mais depressa melhor.
Numa segunda tentativa, o MacDili conseguiu, finalmente, afastar-se com uma lentidão que faria orgulhosa qualquer lesma. Em terra ficamos nós, apenas os homens. Braços no ar, lágrimas nos olhos, os corações destroçados! Adeus, até quando?»





Notícia saída na revista TIME, Set. 08, 1975, título: "Portugal: Out But Not Down"
«(...) Since then Fretelin, seeking to unseat the U.D.T., has reportedly gained control of the capital of Dili. Refugees fleeing the island told chilling stories of heavy casualties and numerous atrocities. The captain of the MacDili, a freighter that has been ferrying refugees to Darwin, described the fighting as "bloody carnage." Estimates of the death toll ranged from several hundred to 2,000. An Australian engineer who fled to Darwin last week said: "Children are being picked up by the feet and their heads smashed against the trunks of trees. Old men and women have been slaughtered.".

Uma mão cheia, todos diferentes...


São mais do que uma mão... são 6!
Todos diferentes. Todos bonitos. Cada um é um. Posso dizer: este é assim, aquele faz assado ou outro é cozido. Todos têm uma coisa em comum: gostam do Tio Pedro e ir para casa do Tio Pedro.
O meu João Pedro, já é um homem. Vai trilhando sozinho, obstinado e embutido nos seus livros. Vai buscado no conhecimento a companhia para o seu desasossego. Anda em Farmácia e é muito bom aluno. Não te esqueças do tio quando for velhinho.

(Ó pra ele todo bonito no seu traje académico!)

14/09/2009

O 272 de 2009


O 272 de 2009 é filho do 324 e sobrinho do 71!
Decidiu seguir pelo caminho que o pai e o tio seguiram, mas por moto próprio. Optou por uma via mais difícil.
Ele é educado, trabalhador e obstinado.
Se quiser pode ser o que quiser.
Sabe o que o espera: o tio e o pai já lhe contaram. Espera dias dificeis em que lhe apetecerá desistir, espera a miragem do «cá fora é mais fácil», espera a saudade da familia e das suas coisas.
Mas, conforme já lhe disse, hoje, se me perguntares, «Tio valeu a pena?», eu digo-te: «Sim valeu a pena».

Pois é, o 272 de 2009 é o Henrique, o Ricki, o pimo Uiqui o nosso Pirolito!

U grande Zacatraz:

1º Amar e honrar a pátria
2º Dignificar a farda que enverga
3º Cultivar a disciplina
4º Dedicar à sua formação todo o seu esforço e inteligência
5º Ser verdadeiro e leal assumindo sempre a responsabilidade dos seus actos
6º Praticar a camaradagem sem denúncia nem cumplicidade
7º Ser modesto no êxito, digno na adversidade e confiante face às dificuldades
8º Ser generoso na prática do bem
9º Repudiar a violência, a delapidação e o despotismo
10º Ser sempre respeitador, afável e correcto

09/09/2009

Farewell Abilio


Abilio era um negro, não sei bem de que etnia (Nianja ou Niungue, uma das duas mais representativas da província), de modos educados, de estatura baixa e testa alta.
Era o nosso criado em Tete.Tinha uma educação e um trato que o destinguia dos outros criados. Não gostava que estivesse nas traseiras, nas escadas dos criados, nem que entrasse na casa onde comiam (aonde a minha mãe me foi buscar várias vezes...).
Brincava comigo quando não tinha amigos.
Lembro-me as filas de cegos que iam pedir a casa e que ele corria com rispidez. Lembro-me da sua mulher e filhos terem morrido, afogados quando a piroga se virou no Zambeze. Lembro-me do meu pai ter pago a bebedeira e o corte de cabelo rapado (costume local quando morria alguém).
Não me lembro quando me despedi dele. Mas sei que o meu pai perguntou se queria vir connosco.
Lembro os embondeiros, a fruta-pão, a terra vermelha e os montes de terra feitos pelas formigas. Lembro o Zambeze.
Quando penso em Moçambique, penso no Abilio. O que foi feito dele. Adeus Abilio.
(Fotografia Novembro de 1973)

05/09/2009

Equipa de levantamento do «Pipoco»




O «Pipoco» ou «Bipe tio» foi levantado hoje, pelas 16:15, estando completamente green a folha de inspecção. Nem uma falha! Nem uma pinga de óleo! Tivemos foi de ouvir o Mechas, 15 vezes...

(Nesta foto, as lonas ainda eram General Grabber)

28/08/2009

Tu que vives....


Há palavras que ficam na nossa mente a ecoar, e que nos apetece sempre repetir de tão belas. A Cátia, no final da sua doença, deu ao prelo um livro onde exorta todos os fantasmas da cruel travessia. Nele, tive o prazer, de encontrar uma das frases mais belas, quer pelo sentido, quer pela mensagem.

Tu que vives e passas por mim, continua a tua caminhada.
Aproveita o que cedo me foi tirado.

Esta frase, está num túmulo de uma menina romana. É linda, porque ao contrário das mensagens fúnebres, é feita a pensar no futuro. Aproveita a vida!

(PS: Cátia, toma-me conta da rapariga....)

É uma menina!


Veio numa noite de tempestade.Perdida no pinhal e encontrada pelo nosso amor. Foi escolhida para fazer companhia ao Barro e por ser menina. É a BIRRA! Foi daquelas coisas que não se pensam, aconteceu. E, em boa hora.

Para o que me havia de dar!

Para o que me havia de dar!
Quando de madrugada me levanto, visto o robe côr-de-rosa (a minha mãe diria logo, parece que estou a ver - pareces a Florence Nightingale!), abro a porta aos «piquenos» e, cá fora, enquanto digo um arrastar ...boniiiiiitttttttttoooooooooooo........ e ele se baixa «à menina», olho o céu, e, na imensidão de estrelas, penso, a felicidade de as poder estar observar, a oportunidade!
É isso: oportunidade.
Olhar o céu, ver as estrelas. Só elas, eu e o barulho do mar.
Penso na imensidão, na procura da origem. Sim. É preferível acreditar em Deus.
Estava sentado com um olho no ecran, a pagar as contas, e outro nos Sopranos, quando de tédio de página-em-página dou com esta, que não posso de deixar de passar. Foi um fartote de riso. Se os Sopranos fossem cómicos, até podia ser disso, mas não.......



The Talking Dog

A guy is driving around the back woods of Montana and he sees a sign in front of a broken down shanty-style house: ‘Talking Dog For Sale ‘ He rings the bell and the owner appears and tells him the dog is in the backyard.

The guy goes into the backyard and sees a nice looking Labrador retriever sitting there.

"You talk?", he asks.

"Yep", the Lab replies.

After the guy recovers from the shock of hearing a dog talk, he says

"So, what’s your story?"

The Lab looks up and says, "Well, I discovered that I could talk when I was pretty young. I wanted to help the government, so I told the CIA. In no time at all they had me jetting from country to country, sitting in rooms with spies and world leaders, because no one figured a dog would be eavesdropping.

"I was one of their most valuable spies for eight years running. But the jetting around really tired me out, and I knew I wasn’t getting any younger so I decided to settle down. I signed up for a job at the airport to do some undercover security, wandering near suspicious characters and listening in. I uncovered some incredible dealings and was awarded a batch of medals."

"I got married, had a mess of puppies, and now I’m just retired."

The guy is amazed.

He goes back in and asks the owner what he wants for the dog.

"Ten dollars", the guy says."

Ten dollars? This dog is amazing! Why on earth are you selling him so cheap?"

"Because he’s a liar. He never did any of that shit!"

Ó para ele....


Quando veio, era do tamanho da cabeça que tem agora. Nunca chorou. Gostava do que gosta agora - dos seus Danoninhos.
É fraquinho de cabeça, dizemos, mas ele é a nossa família. É dele que nos preocupamos, que levamos ao médico que passeamos.
Xó...... está quieto!