24/12/2009

Toma lá, Henrique, o 71 de 1975.....


Andava eu à procura de não-sei-o-quê, quando encontrei o meu Bilhete de Identidade, válido durante os seis anos que lá estive. Foi a minha primeira foto no CM. Aqui está o 71 de 1975 !!!!!!

Véspera de Natal

A véspera de Natal, não é com frio, nem neve, nem nada daquilo que a TV gosta de mostrar, pessoas com cachecol de trenó. É na praia como sempre. Na minha praia de Inverno: a Adraga.

O tradicional «arco» da Praia da Adraga
Estive com dois dos diabretes. Era ver o Barro a correr atrás da espuma das ondas. Foi a primeira vez que a viu! Foi uma alegria. Estava em extase- Não sabia atrás de qual devia ir.....

Eu e mummy

Diabretes on board

Mummy com António Alberto, velho amigo de infância, os pais eram vizinhos da minha mãe, e quase um ex-libris da Adraga

13/12/2009

A minha prenda de Natal


O Pipoco tinha a capota já podre, e ainda por cima, na última volta mais atribulada, rasgou um bocado dela numa árvore. Chovia lá dentro como na rua.
Decidiram, e em boa hora, a Gi e uns contribuintes anónimos (que ainda vou saber quem são...), oferecer no Natal uma capota nova. E ela lá veio ontem pelas mãos do Armando. Foi uma entrega engraçadíssima.
Estava eu no ténis, quando liga o Armando a dizer que tinha a capota e que se quisesse ia ter comigo para a  entregar. Eu disse-lhe que depois das 10, junto aos campos de ténis da Praia, ele via logo o jipe. Só que o Armando é GNR e veio no jipe da GNR com o seu colega. Pararam o jipe atrás do meu e foi logo para lá um borburinho. E a transação? A contar as notas lá atrás? Foi um fartote!!!

Cá está ele, todo toleirão com a sua capota nova..... Era vê-lo, todo gingão a exibir-se!!!!
(Só tenho uma dúvida..... será que a prenda é para mim ou para os diabretes?)

06/12/2009

A vida toda à sua frente....


Acho que ainda não tive coragem de escrever sobre o meu Pai.
Tenho tanta coisa para dizer, tanta saudade, tanta tristeza que as palavras custam a saír. Acho que vai lá com o tempo!
Mas, gostava de partilhar, a imagem que hoje encontrei. Uma fotografia, de 1958, na base de S. Jacinto em Aveiro onde fez a recruta e o curso de pilotagem, aos comandos de um Havilland Chipmunk.
Por um lado, porque estão sempre a dizer que eu sou muito parecido com ele.
Por outro, porque tinha 20 anos.
Nesta altura costumamos dizer: «tem a vida toda à sua frente.....»

02/12/2009

Breakfast at Tiffany's??? No way!!!

O refrão ate podia ser este da música de imortalizou os Deep Blue Something ou Matchbox 20:
«And I said, ?What about breakfast at Tiffany's??
She said, "I think I remember the film?
And as I recall, I think, we both kinda liked it
And I said, "Well, that's the one thing we've got»


(todos à espera de algo substancial - food...)

Mas a verdade é mais a que a foto mostra. Todos os dias ao pequeno almoço é o que se pode ver: três fuças, 6 olhos, seguem-me pela cozinha, miram todos os movimentos da mão que agarra a comida, enfim, gostava, mas sinceramente que gostava de os ver aos três no Tiffany's....

Para quem não se lembra da música, aqui está, com os agradecimentos ao Youtube.com:


Um conto de Natal

Todos os anos quando pergunto à minha mãe, quantos anos tem a árvore de Natal, a resposta é sempre a mesma: «Quase tantos como tu...».
A verdade é que não me lembro dela quando era pequeno. Lembro-me sempre de haver lá na sala, enormes pinheiros enfeitados com grandes luzes e muitas fitas cintilantes.

(A árvore, antes dos enfeites)

Mas esta árvore, assim como é, simboliza o que eu penso que seja o Natal. Simples, crianças, brinquedos, Pai Natal, anjos, frio, em suma, todos os bonecos que lá estão pendurados.
Tive de a montar hoje. Os meus sobrinhos já tinham dito ontem (dia 1-12): «Tio, já montaste a árvore? Hoje é o dia para montar a árvore!».
Por isso, mal cheguei a casa, fui buscar as coisas e montei, como de costume na sala, a beleza que se pode ver! É um ritual que se cumpre todos os anos. Muitas das vezes está esquecida a festa que celebra, o nascimento do menino Jesus, ou solistício de Inverno para os pagãos, mas sim a Campanha da Popota, ou a Loucura dos preços no Jumbo.

(Já toda enfeitada, toleirona....)

Por isto, agradeço-te, por me fazeres lembrar que o Natal é isto: no meio de tanto consumo, tanto brilho, tanta luz, também existe pobreza, simplicidade, modéstia, pureza.


26/11/2009

A amizade «vela de cheiro»



Há amizades que são como as velas de cheiro.
São bonitas e cheirosas. Quando começam, vão libertando um clima agradável, vão nos hipnotizando pela chama que arde no seu interior.

O fogo vai queimando lentamente a cera, e, aos poucos, a vela vai diminuido até se apagar. Fica geralmente a estrutura. Por fora, a vela continua bonita. Por dentro, já não tem nada. Até dá pena deitar fora!

Quantas amizades encontramos assim na nossa vida, perenes.
As que ficam, são aquelas que nunca acendemos.

(Na sala, hipnotizado pela lareira, dá-me para isto...)

25/11/2009

Momentum


Dupla de Drathaars dentro do Pipoco
Se um já é mau.... imaginem dois!!!!!


Barro a fitar os gansos na Quinta da Maria do Carmo (nha... nha...)

Mulheres, sofás e cães (podia ser um filme de Almodovar)


Uma das peças de mobiliário mais importantes para o universo masculino, é o sofá.

Quando é adquirido, nunca lhe prestam muita atenção, não interessando a cor ou a forma.
Ele é o expoente do castigo conjugal. «Vais dormir para o sofá», diz a esposa quando se zanga com o seu conjuge, afastando-o do leito comum e atirando-o para a frieza e solidão do sofá.
Penso que a maior parte dos homens não se rala muito por este facto, ficando mais as mulheres empolgadas com ele...
Eles já estão habituado a ele. Dormem grandes sonecas, antes, depois, durante o jantar. Podem lá estar horas intermináveis. Comem, babam-se, sujam fazem todas as porcarias que as mulheres não gostam.
Agora, para elas, pior que isto tudo é os espécimes, mais concretamente caninos.
Os cães, têm uma atracção semelhante aos homens pelos sofás. Não sei porquê. Gostam. Gostam e dormem grande sonecas também! Ora bem, nesta foto o menino Barro foi apanhado em flagra, numa soneca que como se pode ver, bem regalada! E para o tirar de lá? Rosna-me e morde quando o puxo, contrariado, lá se levanta a olhar muito sério para o dono, que entretanto já lhe deu umas chapadas.....

24/11/2009

Massive Attack, 22 de Novembro, ASAE OUT OF OFFICE


Após vários meses a comprar cd's dos Massive Attack (dei à Gi um cd dos Massive Attack em Dezembro passado para tentar matar aquele-que-canta-só-música-para-gajas, que näo me lembro agora o nome), o trip hop desta banda bateu forte e feio na Gi (deve ter sido à mistura com uns medicamentozinhos que ela toma....)

Para além disto, tive a infeliz ideia de a convidar para o concerto do dia 22-11-09 no Campo Pequeno. Lá fomos nós, mais a Cátia e o Carlos.

E, penso eu, que se näo fosse das batidas hipnotizantes do trip hop da dupla de Bristol e do que sei lá que beberam ao almoço mais a Francine, (que aliás, na minha modesta opiniäo deve ser a que tem mais juízo), aquilo descaiu para a contestaçao (com razäo) e para a quase violência ( - Se aquela gaja näo se senta....)

A sorte deles, foi o piquete da ASAE ter ido beber a bica....


O concerto foi espectacular. Robert Del Naja e Grant Marshall trouxeram uma banda de cinco elementos, com duas secções de percussão, e as vozes de Horace Andy e Deborah Miller, e ainda de Martina Topley-Bird, cantora que actuou na primeira parte do concerto. Mantendo a atenção e o espírito crítico, os Massive Attack voltaram a utilizar os painéis de LED para lançarem mensagens. Em «16 Seeter», alertaram para as despesas de luxo dos deputados britânicos, comparando-as com os custos para cuidados de saúde em África. Martina regressou a palco de quimono japonês para o obrigatório «Teardrop», cantado pelo público, e também para dar voz a «Psyche», uma das quatro faixas do novo EP «Splitting the Atom». Del Naja e Marshall voltaram a pegar no leme para um «Mezzanine» que aqueceu os ânimos, antes do regresso muito aplaudido de Horace Andy com a canção que o tornou famoso junto dos fãs dos Massive Attack: «Angel».

Alinhamento:
1. Bulletproof Love, 2. Hartcliffe Star, 3. Babel, 4. 16 Seeter, 5. Risingson
6. Red Light 7. Future Proof 8. Teardrop 9. Psyche 10. Mezzanine 11. Angel
12. Safe From Harm 13. Inertia Creeps
Encore 1
14. Splitting The Atom 15. Unfinished Sympathy 16. Marakesh
Encore 2
17. Karmacoma

(Quando puder coloco uns videos....)




17/11/2009

Hi-tech....

Quando ouvia falar da Bimbi, eu cepo nas artes culinárias, pensava naquela maquineta como um agricultor de 70 anos pensa num computador: uma máquina mágica que "faz tudo"!

A Gi, já tinha ido assistir a uma demonstraçäo privada na Maria do Carmo, e, depois de todos aqueles pratos, do pessoal atarefado na cozinha, quando lhe perguntaram:
- E que tal?
Ela respondeu:
- Acho muito engraçada, mas eu nao faço comida em casa....
Este fim de semana, no almoço de aniversário do Miguel, comentava-se as desvirtudes da Bimbi. Afinal nao era a máquina que fazia tudo. Tinha de se descascar as coisas!
Foi um descalabro. Um soco no estômago! Julgava que se metia para lá os ingredientes, e, voilá: uma feijoada maravilhosa!
Nada. Afinal nao é nada disto. É uma maquineta. Deve ser o Magalhaes da cozinha.
Reti, que a virtude que a Bimbi tem é de confeccionar as coisas no tempo que for programado. Ora que gaita!
Por isso, ontem, no final do jantar e perante os comilöes mais animados - os diabretes -  ficou a frase:
- Se tivesse uma Bimbi, fazia comida para os cäes....

14/11/2009

Ensaio sobre a possível morte do Sr. Kursk

No final da tarde de hoje, o Henrique, sempre disponível e pronto a fazer-qualquer-coisa, perguntou: «Tio, o que há para fazer?»
- Olha, limpa os peixes, que já não são limpos à muito tempo - respondi eu.
E lá o fez. Quando estava a tirar os últimos baldes de água, disse: «Tio, o peixe não está cá!!!»
- Impossível. - Respondi. - Vê bem se não o despejaste com os baldes!
E lá fomos à procura nos sítios onde despejou a água, se encontrávamos traços do Kursk. Nada.
O Kursk era o último de quatro peixes oferecidos no meu aniversário, já há alguns anos, pelo Paulo e miúdos.
O que teria acontecido a ele? Não o podemos dar como morto pois não existe corpo!
Logo se levantaram várias hipóteses: «Tia, os cães comeram-no!», «Estava um rato lá dentro, se calhar comeu-o!», «Foi uma garça». Sei lá, uma série de situações para tentar justificar o desaparecimento. «Morreu e desintegrou-se». Rematou a Gi para justificar o desaparecimento com uma afirmação tipo biblica - do pó vieste e não-sei-quê no pó te tornas...», só que ali, é adaptar para o meio aquático.
Bom. O que é certo é que não sabemos dele. Mesmo que tenha preparado um requiem, quando é que posso tocá-lo? O que faço à lata de comida para peixes de lago? Será que o Henrique continua a receber os 2,5€ pela limpeza dos peixes?
Para o mim, o que aconteceu, passo a descrever em flashback:
A água do tanque há muito que já não era mudada, estava com grande concentração de dióxido de carbono. O Kursk era obrigado a vir à superfície várias vezes respirar, onde a água era mais oxigenada. Quando os diabretes não têm água, vão beber ao tanque dos peixes, e, terá sido numa destas conjunturas - Kursk à superfície + sede diabretes - foi apanhado e comido ou tirado para o chão.
Vou continuar à procura. Se encontrar sinais dele, então sim. Morreu o Sr. Kursk!

12/11/2009

Tesourinhos deprimentes - III

Quando comprámos a nininha (a carrinha Volvo) - tudo aqui tem um nome - , há cinco anos, fomos buscá-la num sábado.
Na segunda-feira de manhã quando fui para o trabalho, espreitei-a, toda bonita, e..... ia caindo de cú! Estava toda riscada! Capot, tejadilho..... Foi um choque. Era de ir às lágrimas. Um carro, novo em folha, com 2 dias, todo riscado!!!! E o que foi? A menina Violeta, a cadela dos meus vizinhos, copiando os hábitos do gato do mesmo dono, ia dormir para cima do carro. Só que como era grande, riscou o carro todo. Tentámos tudo: enxutá-la, ameaçá-la, nada. Fizemos o que se faz à milénios: levantámos uma vedação à volta da carrinha. Parecia uma gaiola.

Todo este paleio para quê?
Ora bem. Em Dezembro, a nininha foi substituída por um novo. Ao fim de umas semanas o carro novo apareceu todo roido, sim disse ROÍDO, nas embaladeiras frontais e pára-choques. Uma brincadeira, segundo a Baviera de 860 €..... E o que foi? Foi o menino Remo, que detectou algum rato no berço do motor e pôs-se a roer o carro para ver se chegava a ele. Chocado? Não. Conformado.

Regresso à Ursa

A Ursa, é uma praia practicamente selvagem. Fica entre o Cabo da Roca e a praia da Adraga. O seu difícil acesso pelas arribas, preserva-a das multidões e da destruição humana. Lá tudo é selvagem. É linda.

(Praia da Ursa)
Costumávamos no Verão, ir para lá. Levávamos um lanche, e ficávamos o dia inteiro. O Spot, o Dálmata da minha mãe, ia connosco. Era um dia excelente. Ao fim do dia, trepávamos pela arriba acima, e fazíamos o caminho até Almoçageme já meio-mortos.
Agora em Outubro voltei lá com o Paulo. Não fomos lá abaixo. Mas os dois, na arriba, com o vento a soprar na cara, o barulho do mar revolto, e, a mesma paisagem, intocável, brava, agreste. Era como não tivessemos saído dali durante todos estes anos.
 
(eu e o meu pipoco na Ursa)



(cogumelo na Ursa - comparar com o tamanho do relógio)

21/10/2009

Enfim Outono!


Já tardava. Andava tudo meio esquisito. Que calor! Que mar! Desde ontem está diferente. O mar à noite faz o seu barulho de costume. As ondas estão grandes. A praia está cheia de espuma!







O pipoco com a «cobertura» de Inverno.

Um beijinho para a Gala

Um dos aspectos negativos das férias em casa é a Gala. Normalmente, durante a semana, saio antes dela chegar e volto já depois dela se ir embora. Nas férias, de manhã, quando oiço bom dia, bom dia, olá meninos, bom dia...... levanto-me meio nú, a correr para a casa de banho e fecho-me lá dentro.
Por vezes sou apanhado no trajecto: Olá Gala! Está tudo bem consigo? Deixe-me ir vestir....
Ela já está cá em casa à cerca de uma década. Tem tanto de eficiente como de destruidora. Não percebo metade da coisas que diz, e tenho sempre de recorrer à «menina» Gi para eficiente tradução. Gosto quando faz o almoço, comidas meio-esquisitas. Gosto da maneira militar como faz a cama (ela era sargento na base naval de Murmansk), gosto (parto o coco a rir quando descubro) da maneira como remenda as coisas que parte - chwing gum (lembro uma vez, à bem pouco tempo, compramos um jarro para a água, e a Gi, gosta sempre de peças bonitas com design, ou seja, foi um pouco caro, e pusemos em cima da bancada para pôr na máquina para lavar - foi a última vez que o vimos!)
A Gala e os Nicos.
Bem. Ela gosta deles e eles gostam dela. Ela impõe o respeito militar.

(Todos cá fora à espera que ela termine para poderem entrar. Estão tristíssimos)

O Remo tem autorização para estar lá dentro, porque está velhinho. Ela gosta deles. Quando o Jaba morreu e foi cremado, ela viu a caixinha com as cinzas dele e pôs-se a chorar... o meu jabinha tão grande e agora deste tamanho....

20/10/2009

Obrigado JABA


Os animais, principalmente os cães, são seres cuja devoção, lealdade e amor aos donos, ultrapassa tudo aquilo que temos como «exemplar» na raça humana. São sinceros. Não fingem. Não mentem. Estão sempre prontos a dar. Quantas vezes acordo, ou doente ou mal disposto e há sempre SEMPRE, uma fuça contente pronta a lambuzar o seu dono? Não me posso chatear com eles. São os melhores amigos. Confidentes? Sim também. Ouvem, ouvem e no fim lá damos uma guloseima.
O Jaba, de nome completo Jaba Augusto de São Sebastião e Bragança (Jaba porque tenho um fraquinho pela Star Wars e como ele era tão grande parecia um Jabu (demo) ou Jabba the Hut; Augusto porque era grande, magnânime; São Sebastião, foi o local onde nasceu; Bragança, foi o sr Bragaça que nos deu) era um Rafeiro do Alentejo, filho de campeões nacionais, tinha pedigree. Era imenso. Pesava 75 kg. O veterinário/a dizia que não conhecia nenhum tão meiguinho e grande como ele. Quando veio para casa, pequeno - que já era grande - parecia um boneco. Era colocado no banco de trás do carro, e quando paravamos lá estava ele na mesma posição. Tinha muitas paranóias: não subia ao primeiro andar, tinha medo da trovoada e foguetes, tinha medo da espumado mar, o reflexo dos azulejos bloqueava-o e tínhamos de pôr tapetes na cozinha para ele saír de lá....
Chamavam-no de vitelo na aldeia. Quando era a altura do cio, era uma tragédia. Plantava-se à frente da casa das pessoas e não deixava ninguém entrar, tinham de chamar a GNR e lá íamos nós buscar o Jaba.
Tenho muitas saudades dele. Enchia a casa. Tenho a certeza que proporcionei a este meu AMIGO uma vida agradável. Até ao fim, na sua agonia. Até sempre JABA.

 (ele gostava muito de correr nos areais, e, no topo da falésia, ver o mar)

(no seu pipoco que adorava - também - até ao fim, fiz questão que ele andasse nele)

19/10/2009

SWIMMING POOL - Open soon

Será que é para mais 9 anos? Esperemos que sim. As obras de manutenção da piscina, finalmente acabaram. Paredes limpas, chão rectificado e reparado, liner novo, saídas de água e tomada de aspiração novas, água nova (Ricky, 4 VTT-não-sei-que de 9500 litros !!!). Foi desde as 8 da manhã.

Na fase de enchimento....














Já cheia (a casinha lá atrás até se ri de contente.....)

Tarados pelo jipe

Não posso saír no meu pipoco! Mal dou à chave do Land Rover, é o que se vê! Desatam a correr, a esgravatar a porta. Querem ir.
E vão.
Que remédio!

O meu avô Pinto



Quando penso no meu avô Pinto vêem-me à cabeça três ideias: Viseu, piloto, e chato.

A minha família Ferreira Pinto é de Viseu. São todos louros. O meu pai e tio tinham o cabelo quase branco em pequenos. Os meus primos são louros. Ele dizia - para desgosto dela - que a minha mãe tinha estragado a raça!
Só bebia vinho Grão Vasco, (do Dão Claro) e água do Vimeiro.
O Paulo, o primogénito, era o favorito. Eu, era o cantiflas.
Tinhamos de ter o cabelo cortado como ele. Os calções tinham de ser acima do joelho, como ele.....

Era piloto. Tinha histórias engraçadíssimas, como aquela em que foram a França buscar os Dragon Rapid, e caíram antes dos Pirinéus voltando de comboio para Lisboa.


Ele era uma pessoa do mundo. Vivia tão depressa em África, como na casa de Santa Cruz, em Lisboa ou na Malveira. Era uma confusão.
Nunca passei um Natal com ele, nem nunca foi aos meus anos. Ia e vinha com uma velocidade que não deixava saudades.


Muito cedo ficou viúvo. A minha avó faleceu com vinte en poucos anos, complicações pós-parto. Ficou em Bissau.
O meu avô «despachou» os filhos para a irmã -a minha tia Zaida - , e teve, como se fugisse à própria vida, uma vida de aventura e desprendimento.
Era uma pessoa culta. Escrevia, desde os tempos na Base de Sintra, em diversos jornais. Tinha colunas regulares no «Jornal de Sintra», «Badaladas da minha Terra», «Moca de Rio Maior» e colaborações no Diabo.
Era amigo dos seus amigos, e conservava fortemente as amizades.
Recordo que recebia todos os natais um postal de Otto von Habsburg, o pretendente ao trono do império austro-hungaro, e que se cruzou com o meu avô na Guiné, estando na altura a escrever o seu trabalho «Afrika Ist Nicht Verloren: Schwarz und Weib--Partner, Nicht Feinde», na qual escreve uns capítulos sobre a àfrica portuguesa. E, refere um episódio, na Guiné, debaixo de uma forte trovoada, o meu avô aterrou o Dornier numa praia, mesmo à beira-mar, saíram do avião, abrigaram-se, e no dia seguinte lá foram outra vez .

Era chato.
Era um político. No tempo do Gen. Humberto Delgado, que acompanhou, a DGS impediu os filhos de frequentarem o Colégio Militar. Após o 25 de Abril, virou extrema direita tendo mesmo sido candidato a deputado pelo PDC (partido da democracia cristã).
E eu e o meu irmão lá viviamos no turbilhão de ideias entre a esquerda (do meu avô Diniz) e a direita (do meu avõ Pinto). Tinhamos de ler o: Avante, o Diário, a Moca e o Diabo! Era uma trabalheira!

17/10/2009

Keep on surfing...


Este Outono tem sido de loucos. Dia 17 já a meio do mês! E nós, melhor que no Verão. Há menos gente, a água está boa, a praia é finalmente nossa. Aqui na foto, sábado de manhã, lá fomos no Land Rover para a Praia Pequena, a nossa favorita. O Miguel e o Henrique foram surfar, ficando eu o Diogo e o Zé Miguel encarregues dos banhos. E foi uma banhoca de 2 horas!!!!!! No final lá fui eu ao surf, mas a maré estava a subir e já não pude fazer mais (sempre desculpas né?)

(na foto o Henrique, o Diogo, o Zézito, eu e a «minha» prancha)

28 anos depois

Na passada sexta-feira, dia 16/10, foi o início das comemorações no Colégio Militar a que se deu o nome de Início do Ano Lectivo.
Tinha de lá ir. Tinha de ir ver o 272, o meu Henrique.
Estava cheio de medo de lá voltar. Já não entrava por aqueles portões à 28 anos.
Medo de tantas recordações. Aquela casa que me acolheu durante 7 anos da minha vida. Talvez os piores e os melhores anos. Nela passei de miúdo a homem. Perdi o meu pai. Tinha os meus amigos. Estava afastado da minha mãe.
Soube à última da hora que a minha mãe também ia (ver o seu neto claro), e encontrei-me lá com ela. Agarrei-lhe o braço e entrei pelos portões. Nessa altura, houve qualquer coisa de extraordinário em mim. Uma sensação de paz interior e uma angústia enorme. Subi rapidamente as escadas dos claustros em direcção às varandas superiores. Fui direito ao «geral» das salas de aulas e ali fiquei um pouco a olhar em redor. Nada tinha mudado!
Saí rapidamente e entrei na capela.
Ali, que em tantas alturas, tinha procurado o conforto, a sabedoria e o alento Daquele que me ajudava a ultrapassar a solidão e o medo.
Já na varanda, começam a entrar as companhias. A 1ª, a 2ª a 3ª e finalmente a 4.ª. Assiste-se a Ordem Unida. O bater das mãos nas armas. O som das armas a baterem no chão.
Era um ciclone de recordações. Entra o estandarte. Entra a bandeira Nacional. O comandante grita: «Batalhão em continência à bandeira apresentaaaarrr Aaaarmmmaaa».
O batalhão, em unísono, bate numa cadência de séculos, na coronha e cano da arma. Toca o hino nacional pela banda do exército. Canta-se, nos claustros, numa ambiência que lhe é única as estrofes que nos unem na mesma Nação.
Gritou-se vários Zacatras. Foi entregue como é habitual, a espada pertencente ao rei D. Carlos, que confiou ao comandante do batalhão como testemunho da lealdade à Pátria.
Tinha os olhos humedecidos. A minha mãe chorou.
No final, à saída pelos portões, agarrou-me o braço e disse «vocês tiveram uma infância muito difícil»....

(a minha mãe, a Margarida, o Paulo, o Miguel e em baixo o Diogo)

13/10/2009

Caminhos da Cultura – O Outro Lado do Património

Saiu no «Jornal de Sintra», texto de Vanessa Sena Sousa.

Em articulação com o programa “Sintra: Capital do Romantismo”, foi criado o roteiro “Caminhos da Cultura – O Outro Lado do Património”, apresentado pela autarquia no dia 25 de Setembro na Sala Manuelina do Palácio Nacional. Destinado a apresentar os recantos mais esquecidos do concelho, esta obra é destinada tanto aos sintrenses como aos turistas.


Este não se trata de um roteiro usual, mas de um projecto em continuidade. “Esta é uma obra inacabada”, explicou o vereador da Cultura e do Turismo da Câmara Municipal de Sintra, Luís Patrício, que tem como um dos objectivos “divulgar a parte do património que, por vezes, é menos referenciada”.

A coordenadora do projecto e técnica superior do Núcleo do Património Histórico e Antropológico da autarquia, Maria Teresa Caetano, revelou que “a ideia surgiu porque se constatou que o turismo em Sintra é massificado”. De facto, os turistas acabam por visitar os mesmos lugares, os mesmos monumentos e conhecem pouco ou desconhecem completamente a história, as estórias e as lendas desses lugares.

A obra, apresentada num dossiê com quatro capítulos (ou “quatro caminhos”), refere um pouco de tudo isso e apresenta as coordenadas, inclusive em GPS, num formato que “pode ser usado individualmente por cada pessoa de uma forma prática e eficaz”, explicou Luís Patrício. Esta obra será, assim, uma forma de redistribuir os fluxos turísticos de Sintra por novos itinerários, abrangendo a oferta de espaços ao aproveitar aqueles que foram ficando no anonimato enquanto o centro da Vila foi recebendo a maioria dos visitantes do estrangeiro.
Porque Sintra é muito diversificada em espaços com uma “flora e fauna únicas”, repleta de “recantos que não são visitados”, como indicou Maria Teresa Caetano, e porque existe uma grande quantidade de museus no concelho, “muito dispersos e pequenos, mas com riquezas que a maior parte das pessoas desconhecem”, era já necessário um compêndio de todos os lugares que vão passando despercebidos mas que, outrora, foram aclamados por muitos artistas, especialmente escritores. Esteve também presente na cerimónia o professor universitário José Manuel Anes, que já publicou diversas obras sobre Sintra, especialmente sobre a Quinta e o Palácio da Regaleira, e que foi convidado a comentar a obra apresentada. Sublinhando algumas das referências literárias a Sintra, o estudioso focou alguns pontos da história, sublinhando a importância do imaginário como uma parte fundamental das origens de Sintra.

Dois anos depois te ter sido concebida a ideia, naquela mesma sala do Palácio Nacional, foi assim apresentada publicamente, a obra que “é um trabalho a acabar todos os anos”, como ressaltou o presidente da autarquia, Fernando Seara, já que é uma “recolha de estórias com história” que tanto é um “ponto de partida” como “um ponto de chegada”.

08/10/2009

A vida bucólica no campo - Parte I

A vida no campo, é saudável.
Os passarinhos..., o ar puro..., a verdura.... é uma maravilha!
Ainda na passada terça-feira, chegava a casa, chovia a cântaros, quando vi a enxurrada de água que galgando a caleira do portão que estava cheia de terra e lixo, escorria pelo meu caminho abaixo, já abrindo um roço de todo  tamanho!
E eu, lá entrei, fui calçar as galochas, vesti o meu impermável amarelo tipo «obras», fui buscar a pá e a enchada, e, cumprindo as maravilhas do campo, fui exercer os bracinhos!
Claro está, que ao fim de um dia de trabalho na urbe, nada melhor do que cavar e acartar terra


(a entrada vendo-se a vala cavada pela chuva)

Tirei as grelha metálicas, desentupi o ralo do muro e comecei a tirar a terra. Quando terminei estava completamente encharcado, meias, cuecas tudo...............
A vala ficou no caminho, a fase seguinte é tapá-la.

Bar Mitzvah

Não não fez 13 anos. Não nem nada a ver com a religião judaica. Tem mais a ver com o conceito do que com o conteúdo: RITUAL DE PASSAGEM!
Significa que passa do estado «mais-ou-menos-caseiro» para GALDÉRIO !!!
E como vemos isso agora? Simples. Pela chapa que tem ao pescoço. Sim tem chip, mas o que interessa? Nesta chapa tem os telefones todos, nada mais nada menos que dois telemóveis e um fixo (ainda na segunda, estavamos em Cascais, quando liga um velho para o telemovel da Gi a perguntar se o cão - Remo - se tinha perdido ou se o tinhamos abandonado - Helllllllllloooooooo se o abandonasse tinha os contactos??? hellloooooooo - ASSHOLE. À conta destas chapinhas estamos não-sei-aonde e ligam: olhe está aqui um cão.... blá bla´blá .... e já sabemos, temos de ir buscar o Remo ou pedir a algum familiar para o fazer.
Por isto, o meu Barro (Barro Euclides de São Romão), tornou-se oficialmente um GALDÉRIO.

04/10/2009

Um dos dedos...

Como já tinha referido num post anterior, eles são como os dedos das mãos: são todos diferentes. O de hoje, o Rodrigo, é um bom correço!

(no almoço de N. Sra. da Graça)
Mal me vê é: tio vamos brincar às escondidas? vamos jogar à bola? vamos.....
É uma canseira. Uma BOA canseira!
Quando não me vê pergunta por mim: o tio pedu? o tio Pu?
E eu, quando o vejo, não resisto, Vamos lá brincadeira!!!!

Open Praia-das-Maçãs (ou Torneio ATP - Advanced Task Pork)

La vida Loca

09:00 - 10:00 -  Jogo. Vários set's, alguns a pares.
Intervalo para Bica
Início do «Grelhamento do Porco». Nota de pesar: mesmo dizendo que gostava de carne mal passada, e não tendo nenhum de nós tomado o pequeno almoço, foi-nos recusada uma fatiazita crua...)

10:00 - 11.. e tal - Cá está! mais forte que nós! Banhoca........ Báltico.



12: e tal - Piscina! água outra vez...........


14:00...... - Almoço: Porco até fartar.......
15:00 -  em diante: Jogo até às 19:00. Foram dois sets a pares. Claro está que depois de um dia destes perdemos os dois!!!!!!!!!! (mais grave é que os pares eram femininos. Odeio as Patrícias e as não sei q........ de servem que nem umas toninhas..........) Pirolito se não treinas o serviço estamos lixados.........


Tesourinhos deprimentes - 2

Claro está que mais uma vez, o protagonista desta história é, como não podia deixar de ser, o menino REMO.

Ele, endiabrado como é, não pára quieto. É correria, saltar de um lado para o outro do muro, auto-mau, e um não acabar de atitudes classificadas como de «bicho carpinteiro».

Numa destas habilidades, concretamente o «saltar o muro de um lado para o outro», bateu com a mão esquerda no fio do muro, partindo o Rádio e o Cúbito do antebraço esquerdo.
Levou não-sei-quantas talas de material XPTO, os veterinários punham tudo do mais avançado e, ao fim de uma semana (nem sei se tanto), lá estava ele a ser operado para lhe colocarem outras porque ele partia tudo.
Até que, já fartos desta «vida», os Vet's operaram-no e colocaram uns ferros a segurar os ossos porque aquilo nunca mais solidificava.

Para nos certificar que ele ficava quieto, tivemos de contratar um «pet sitter», um amigo que estava desempregado e pagando ao dia + tabaco + comida, lá ficou em casa a tomar conta do menino REMO. Claro está que aquela perninha ficou na altura por uns milhareszinhos de euros.

30/09/2009

Nu, óleo sobre tela


Na parede adjacente à entrada do escritório do primeiro andar, existem dois quadros, que são uns estudos de nús, em óleo sobre tela (sim, este texto é para vocês verem que o vosso tio não é nenhum tarado....)

Estes quadros têm duas histórias, bonitas e curiosas.

História Curiosa

Dr. Otto Deutschberger, 75, Dies; Ex-Radiologist in New York City
May 10, 1979, Thursday
Dr. Otto Deutschberger, former, director of radiology at the New York Eye and Ear Infirmary in New York City, died of cancer May 2 at Hollywood Hospital in Florida after a brief illness. He was 75 years old and had lived in Portugal since his retirement.
The New York Times

Esta notícia que saíu no New York Times, em 1979, dava conta do falecimento do Físico e Radiologista Otto Deutschberger.
O meu professor de física, o Dr. Lepierre Tinoco, deu na aula, com tom grave, a notícia do falecimento do Dr. Deutschberger, que fora um dos assistentes de Albert Einstein e que com ele produziu vários trabalhos relacionados com a física das partículas.
E eu após ouvir a notícia disse: «Eu conhecia-o. Ia várias vezes a sua casa». Espanto geral.




História Bonita


Os quadros já referidos, foram pintados por Rita Deutschberger. A esposa do Dr. Deutschberger. Eles viviam na altura no Banzão, à saída do Mucifal. A Rita dava aulas de pintura à Gi. A vivenda onde viviam, tinha piscina, e quando a Gi ia para as aulas de pintura, convidava-me para ir com ela para tomarmos banho. Claro que eu queria ir!


Mais tarde, a Gi, confessou-me, que queria que eu fosse com ela para estar ao pé de mim, mas eu, queria lá saber de «gajas», queria era tomar banho na piscina. Acho que sempre fui um pouco tapado em relação a estes assuntos (colégio de freiras + colégio interno + mecanotecnia - gajas = tímido)


E assim, enquanto a Gi mais a Rita se entretinham à volta dos óleos, pincéis e telas, eu lá passava a tarde a mergulhar na piscina do Dr. Deutschberger.

28/09/2009

My Little Poney ou porque é que uso relógio no braço direito


O meu sobrinho Henrique (perdão, 272), sempre que vai ao escritório e vê lá as minhas esporas, pega nelas e eu digo-lhe: quando começares as aulas de equitação dou-te essas esporas que também já foram do teu pai!
Ele adora cavalos. Desde pequeno tem um cavalo, castanho imaginário de que tinha de tomar conta, e nós, principalmente a Gi, derretíamo-nos com o facto. Cresceu, e aprendeu a montar. No Paddock já tinha chegado à fase dos saltos. Ele gosta.
Agora é diferente.
Num picadeiro, com vinte marmelos, dos quais 18 odeiam cavalos, Tudo é diferente. A correria para a escolha do cavalo, o montar com alguns cavalos já em movimento e, o mais terrível de tudo: passar no meio do picadeiro. Sim porque quando o cavalo vai a «olhar» para a parede, nós ainda o controlamos, mais ou menos, mas agora no meio..... é o pânico! É coice por todo o lado... É carga e galope desenfreado.... É quedas...
Nessa aula calhou-me o Alfange. Um lindo alazão, novo ainda a «desbastar». E quem lá em cima? Je.
O Alfange era um «teenager», a querer mostrar a sua força e teimosia, e eu, um teenager, morto de medo para que ele fosse «meiguinho». O Alfange não gostava de fazer os cantos ao picadeiro, e eu, lá lhe puxava a rédea direita e dáva-lhe com a bota esquerda para ele olhar para a parede como se dissesse: vá lá, faz os cantos, pleaaaaaaaasssssseeeeee...
Mas ele nada. Jovem, forte, e teimoso. O Major Ataíde, já farto da situação, coloca-se entre mim e a parede com os braços abertos para o obrigar a encostar à parede. Quando o Alfange o vê, faz uma finta, e foge pelo picadeiro a fora. E eu? Eu lá me agarrei com os dois braços à volta do pescoço dele e lá fui agarradinho até ele decidir travar em frente à parede, e atirou-me contra esta partindo o braço esquerdo.
O Major ainda me começou a bater com o pengalim para que eu voltasse a montar (método pedagógico para perder o medo), mas eu, tinha o braço partido e tive de dar baixa ao hospital.
O Alfange lá continuou. Soube que fez várias baixas na Academia.
Eu? continuei com medo dos cavalos e com o relógio no braço direito.
Por isso, Henrique, leva as esporas e evita os «Alfanges».