14/09/2009

O 272 de 2009


O 272 de 2009 é filho do 324 e sobrinho do 71!
Decidiu seguir pelo caminho que o pai e o tio seguiram, mas por moto próprio. Optou por uma via mais difícil.
Ele é educado, trabalhador e obstinado.
Se quiser pode ser o que quiser.
Sabe o que o espera: o tio e o pai já lhe contaram. Espera dias dificeis em que lhe apetecerá desistir, espera a miragem do «cá fora é mais fácil», espera a saudade da familia e das suas coisas.
Mas, conforme já lhe disse, hoje, se me perguntares, «Tio valeu a pena?», eu digo-te: «Sim valeu a pena».

Pois é, o 272 de 2009 é o Henrique, o Ricki, o pimo Uiqui o nosso Pirolito!

U grande Zacatraz:

1º Amar e honrar a pátria
2º Dignificar a farda que enverga
3º Cultivar a disciplina
4º Dedicar à sua formação todo o seu esforço e inteligência
5º Ser verdadeiro e leal assumindo sempre a responsabilidade dos seus actos
6º Praticar a camaradagem sem denúncia nem cumplicidade
7º Ser modesto no êxito, digno na adversidade e confiante face às dificuldades
8º Ser generoso na prática do bem
9º Repudiar a violência, a delapidação e o despotismo
10º Ser sempre respeitador, afável e correcto

1 comentário:

Unknown disse...

...para o meu filho Henrique

Se podes conservar o teu bom senso e a calma
No mundo a delirar para quem o louco és tu...
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê...Se vais faminto e nu,

Trilhando sem revolta um rumo solitário...
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...

Se podes dizer bem de quem te calunia...
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afectação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)...

Se podes esperar sem fatigar a esperança...
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho...
Fazer do pensamento um arco de aliança,
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho...

Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores...
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores...

Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...

Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio a construir de novo...

Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante...

Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre...
Se vivendo entre os reis, conservas a humildade...
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade...

Se quem conta contigo encontra mais que a conta...
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minute se espraie em séculos fecundos...

Então, á ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!...
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.

Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!...
RUDYARD KIPLING - Se